Páginas

sábado, 15 de fevereiro de 2014

back on track

mercúrio retrógrado trollou de todas as formas o meu call com amsterdam. eu não ouvia, a rh não ouvia, a ligação não completava. remarcamos pra dois dias depois. cheguei a fazer um roteirinho do que queria dizer, e talecoisa. e o call não aconteceu. nenhum e-mail dela pra explicar o sumiço, nenhum e-mail meu perguntando o que houve. não era pra ser. tinha outra coisa guardada praquele dia.

**

meu despertador tocou 8h45. eu sempre acordo, desligo a soneca e checo e-mail no celular. fiz isso. tinha um e-mail, que chegou 8h43. proposta trabalho era o subject. pulei da cama, meu menino dormindo. o medo, velho conhecido. medo de a proposta não ser da empresa que eu queria, de o salário ser abaixo do que eu esperava. rolei os dedos em busca dos números. e era bom. era exatamente o que eu havia pedido. a empresa é aquela que eu vinha conversando desde novembro, que me levou pra cidade vizinha de são paulo, onde fica a sede, que me levou pro rio no dia que eu aproveitei pra ver a yayoi kusama. a sede nova, em são paulo, perto de casa, fica pronta em poucos meses. até lá, bora pegar estrada um tiquinho.

fiquei meio anestesiada, deitada na cama. sem saber o que estava sentindo, se estava feliz, se estava assustada. acordei meu menino e ele me ajudou a entender que SIM, isto era uma boa, uma ótima notícia. que é a vida entrando no eixo, que é a vida se acertando.

cortei o cabelo com o cabeleireiro querido, bati perna pela Oscar Freire e gastei uma pequena fortuna em calças jeans com a minha irmã. avisei dois ou três amigos queridos. o resto, preguiça. acho que eu nunca mais vou ser a mesma depois desses últimos 5 meses. tirei a lente cor de rosa do rosto. estou mais reservada, acho. mais desconfiada. mais descrente.

começo semana que vem. estou animada, mas levemente assustada, desacostumada com essa vida de sair de casa todos os dias. nada que eu não reaprenda rápido. a vida se acerta, e eu me acerto junto.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

mercúrio retrógrado strikes again. (mas eu to diboua, como se diz por aí)

minha irmã veio visitar. na verdade ela já viria mesmo, resolveu fazer pós graduação em são paulo, e isso fará com que nos visite uma vez por mês, pelo menos. mas eu e meu menino fomos pra cidade siderúrgica (porque deu vontade =]) e ela aproveitou a carona. é bom porque eu continuo tentando preencher minhas semanas enquanto as respostas todas não vêm. é companhia.

minha vida vida é esperar. a rh de uma das empresas que eu vinha conversando (a mesma que me mandou pro rio pra fazer entrevista, em novembro - vejam bem a demooooora do processo) me ligou quarta passada, dizendo que ia me mandar uma proposta por e-mail.

e nada. passou quinta, passou sexta, passou o final de semana, nada de proposta. mandei e-mail, ela respondeu dizendo que teve um atraso, mas que é pra esperar que já já a gente se fala. (mercúrio retrógrado bombando, néam?). eu to no escuro se é boa ou ruim, mas é uma proposta, certo? nesse meio tempo surgiram mais 3 entrevistas. uma delas é um call com uma empresa muito legal. em amsterdam. pois é. amanhã. vamos ver.

can you imagine?

com a minha irmã por aqui, fomos para o shopping. comprei maquiagens e sapatos. tão errada, eu sei. devia estar economizando, eu sei. quero comprar uma poltrona nova (outra, pois é, não sossego), mas esse tipo de coisa é cara, e pra isso eu preciso da proposta. pra saber em que pé estou na minha vida. pra saber se eu reajusto as velas e vivo com menos (eu super vivo com menos, vejam bem) ou se posso continuar alocka gastando os tubos em coisinhas coloridas e felizes.

nesse meio tempo, sorvete. a vida é boa, ontem choveu, o céu de fim de tarde é alaranjado e eu continuo achando a vida uma coisa daora, como se diz em são paulo. eu só preciso mesmo ajustar esse pequeno desalinho profissional pra que tudo volte a mais incrível perfeição.

amanhã, terapia. entrevista por skype com amsterdam. medinho.

depois, karaoke.bora aproveitar a vida, né?

=)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

eu sou a minha própria barbie. podem rir. eu me dei conta disso, eu tenho me dado conta disso com alguma frequencia. minha barbie nunca foi adolescente, nem pessoa de vinte e poucos anos. ela era adulta, tinha casa, marido. tomava conta da propria vida e era relativamente bem sucedida. não que eu seja suuuuper bem sucedida, vejam bem, ainda mais agora nesse ~momento sabático~. mas eu me pego discutindo se o multiprocessador que tem juicer vale mesmo a fortuna que ele custa, dou dicas de máquina de lavar e ar-condicionado portátil. contratando faxineira, comprando verduras no supermercado. fazendo as unhas. uma coisa assim muito grown up.

serena van der woodsen, em relacionamento sério e estável um menino legal, me disse que sábado, indo para o interior de carro, com namorado e cachorro a tiracolo, teve uma epifania. aquele era um momento feliz. tudo estava certo. tudo estava no lugar. eu sorri e disse pra ela que esses momentos aparecerão cada vez mais, porque comigo foi assim. e que naquele mesmo sábado eu tinha tido um desses, tomando um sorvete gigante perto de casa e assistindo o meu menino respingar o sorvete dele na camiseta. <3

eu não sei bem como foi que aconteceu isso de eu me olhar e estar tudo no lugar. tudo, sabe? a vida se acerta. eu olho no espelho e gosto do reflexo, me acho bonita a ponto de não ter vergonha de colocar biquini. uma vergonha que me acompanhava há 10 anos atrás, quando eu era mais magra e provavelmente muito mais bonita, mas eu não via, eu não me via como me vejo hoje. não é o corpo que conserta, até porque eu continuo odiando exercício físico. é a cabeça. talvez seja a terapia, o equivalente da academia, que traz resultados mais imediatos e duradouros. são 4 anos de análise, divã, freud na veia. taí um dinheiro bem gasto. dinheiro gasto comigo, sabe? 

aliás, 3 anos hoje, desde aquele café na starbucks. and counting. <3

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

eu andei irritada, eu andei puta da vida e descrente. passou. amigo bicha má félix me queimou, fui lá nos meus amigos que trabalham com ele e contei tuuuuudo. agora a belezinha trabalha em campo minado. e eu sei de tudo o que ocorre, inclusive que ele é odiado pela (minha ex) querida equipe. não que faça alguma diferença. venho tratando na terapia a minha coragem de ir lá perguntar PORRRRR QUEEEEE, mas no momento estarei adiando por motivos de evitar a fadiga.

tenho objetivos maiores. que incluem me recolocar profissionalemente o mais rápido possível para gastar os tubos em cadeiras, que é o que eu faço de melhor nessa vida. <3

nesse meio tempo, entrevistas, esteira, mais do mesmo. jantares com queridos, com o namorado. inverti os móveis de posição, resolvi tirar as manchas do chão. to virando dona de casa, quase que com toc. cada canto da residencia de cor. uma fila de projetinhos. alguém precisa me parar. antes que eu surte e vire a martha stewart de pinheiros.


domingo, 12 de janeiro de 2014

coisas da vida

são coisas da vida, a ju me disse quando eu contei o que o babaca que eu chamava de amigo fez.

coisas da vida.

não, não são. pelo menos não na cartilha que eu aprendi. amigo ajuda amigo. pra destruir todo o resto existe todo o resto das pessoas. aquelas a quem nós não chamamos de amigos.


sábado, 11 de janeiro de 2014

2014

foram dez dias inteiros de rio de janeiro. foi bom. eu vi amigos antigos e queridos. vi os bebês que nasceram nesses últimos anos, e que eu ainda não tinha ido conhecer. vi a praia, sujei o pé na areia, tostei ao sol depois de muitos anos sem fazer isso. comprei biquinis, tomei sorvetes, passeei pelo centro. recebi amigos de longe e apresentei a cidade, bondinho, cristo. lapa. o calor era quase insuportável e as fotos ficaram bonitas. no finzinho, dois dias na cidade siderúrgica, jantar com irmão, sorvete com irmã, aniversário de pai. foi bom. são paulo nos recebeu menos quente, e aparentemente logo depois de um double rainbow. estávamos na estrada. eu sinto saudades de casa, sempre. as plantas morreram sem água, e estou aqui pensando se tento uma manobra de ressuscitação ou abraço o novo de vez, jogando essas no lixo e comprando novas. terminei o único livro que li em 2013 no dia 6 de janeiro, na praia. e era livro sendo relido, o que soma um belo e redondo zero ao quesito leituras de 2013. pra compensar, coloquei dois na cabeceira, e já comecei a ler um deles. a long way down, do nick hornby. uma das coisas que eu quero pra esse ano é redescobrir a paz que eu costumava achar na leitura. eu perdi isso há tanto tempo que nem me lembro mais.

foram 3 entrevistas ontem. estou bem exausta. exausta da vida, meio sem forças pra recomeçar essa fase tensa de recolocar a vida nos trilhos.lidando com as ironias todas do reaparecimento de john armless, mas lidando ainda mais com a descoberta de que um "amigo" me queimou pra uma vaga na firma colorida. acho que por se sentir ameaçado, não entendi direito. era uma vaga mais legal que a dele, com o ex chefe dele. e ele disse que eu não servia pra ela. fiquei sabendo por acaso, é impressionante como essas histórias sempre caem no meu colo. meu nome foi ouvido por uma outra pessoa, que nem tem nada a ver com isso, e que resolveu me contar o que ouviu. primeiro eu fiquei com raiva, depois chocada. agora eu só estou triste, mesmo. se tem uma coisa que eu estou aprendendo com a serie de eventos desafortunados que se tornou a minha vida nos últimos meses é que a ana está certa, sempre esteve, quando dizia que eu estava era muito errada de tratar as pessoas como pequenos milagres da natureza. algumas pessoas são horríveis, pequenas. e fodem com tudo de bom que a gente acredita que existe.

é fase, né? já já a vida se acerta.

quando mesmo?

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

john armless ataca novamente

faz uns 15 dias, isso. meu linkedin apitou visita no meu perfil. fui lá ver e era john armless. cliquei de volta, coisa básica. nas ocupções aparecia um ëm busca de recolocação". resolvi dar aquela espiadinha básica no perfil dele. tudo ia bem até que cheguei na parte de wonderland.

que. era. idêntica. à. minha.

não, nós não temos a mesma experiência. não, nós não fizemos o mesmo trabalho. dividimos umas tarefas por um tempo, mas isso daria, sei lá, 20% do trabalho.

o que o babacão fez foi dar o clássico CTRL C no meu linkedin e CTRL V diretamente para o perfil dele. achei meio zoado, contei pra umas duas pessoas, largueo pra lá.

vida que segue, não seria exatamente uma surpresa ele tentar dar uma de esperto.

hoje, sou acordada pela japa designer querida, me dizendo que finalmente chegou o meu substituto na firma antiga, e que ele seria apresentado à equipe. você conhece ele, ela disse.

JOHN ARMLESS.

não bastasse copiar meu linkedin, o grandissíssimo filho da puta pegou a vaga que foi minha.

passei o dia chocada com essa informação, mas nem fiquei puta. a cada um que me pediu referências, mandei a real. falei da palhaçada da cópia do linkedin, e como er lidar com a sembracisse dele no dia a dia.

lamentei de leve a rainha de copas estar exilada em porto alegre, sem poder lidar com esta criatura daquele jeitinho que ela sabe bem. seria divertido de acompanhar.

no mais, achei ~quase bom~. match made in heaven, como dizem. eu sei que ele entrou numa furada, e eu sei que o CEO idiotão da firma também entrou.

talvez seja karma o nome disso. acompanhemos. 

depois quando eu falo que minha vida dava um seriado, ninguém acredita.